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Carro de som e propaganda volante ainda funcionam no varejo?

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Quem não se lembra de ouvir um carro de som passando na rua, anunciando as ofertas do comércio local? Por incrível que pareça, talvez os mais jovens não tenham essa lembrança. Conforme as estratégias de marketing digital ganham espaço, algumas ferramentas tradicionais offline caíram em desuso. A chamada “propaganda volante” é um exemplo.

 

Mas isso significa que o combo volante e alto falante não funciona mais? Será que ainda vale a pena investir nesse tipo de anúncio? Essas são as pergunta que um dono de comércio precisa fazer a si mesmo antes de gastar dinheiro para colocar um carro de som circulando pelas ruas. Nesse post vamos apresentar os principais argumentos pró e contra essa estratégia. Fique de olho para tirar suas conclusões!

Caixa de som em um porta malas do carro com ilustração de notas musicais saindo do alto falante.

Por que usar carro de som?

Quem defende o uso de carro de som apresenta como argumentos três fatores principais.

O primeiro diz que, se comparado com outras formas de marketing tradicional, o custo da propaganda volante não é tão alto assim. Colocar um outdoor na cidade ou um anúncio em revista de grande circulação, por exemplo, sai bem mais caro.

O segundo defende que a propaganda em carro de som tem uma presença forte e consegue capturar bem a atenção. Quando passa, desperta curiosidade – a maioria das pessoas para o que está fazendo e escuta os anúncios.

O terceiro argumento afirma que o carro de som permite realizar uma certa segmentação da propaganda de forma simples, já que você escolhe em quais locais o veículo vai passar. Desta forma, é possível levar a publicidade aos bairros de sua escolha para atingir o perfil de cliente desejado.

Resumindo

Os principais pontos a favor do carro de som são o custo reduzido, a presença que chama atenção e a segmentação prática por localidade.

Carro de som para propaganda parado na rua.

Por que não usar carro de som?

Por incrível que pareça, quem acredita que a propaganda volante está “morta” usa quase os mesmos argumentos dos defensores do carro de som.

Primeiro, falam sobre o custo. Comparado a ações de marketing digital, como criar um blog ou perfil nas redes sociais, o preço de colocar um carro de som na rua é mais alto. Isso não quer dizer que a propaganda volante seja caríssima, apenas significa que estratégias essenciais de comunicação online podem começar a ser desenvolvidas gratuitamente. O WhatsApp, por exemplo, é uma boa ferramenta de publicidade que não custa nada!

Em segundo lugar, a presença. Enquanto o carro de som tem uma abrangência limitada aos locais que ele consegue percorrer, a internet não tem limites físicos. Assim, mesmo um pequeno negócio pode ser divulgado em escala internacional! Isso precisa ser feito? Não, mas o potencial existe.

Em terceiro lugar, a classificação. É verdade que o carro de som consegue fazer alguma segmentação por localização – mas acaba por aí. Diferente do automóvel, as estratégias de marketing digital, como anúncios online, estão cada vez mais inteligentes e permitem fazer uma seleção bem mais detalhada, baseada em características socioeconômicas, interesses, comportamentos do usuário, gênero e também localidade.

Resumindo

Você adivinhou: os principais pontos contra o carro de som também são custo, presença e segmentação.

Carro de som fazendo propaganda em pontos estratégicos.

E a conclusão?

A conclusão é que não existe certo e errado absolutos quando se trata do marketing do seu negócio. O carro de som pode ser uma boa alternativa se comparado com outras estratégias offline, mas não é tão eficiente se comparado às possibilidades do digital.

A boa notícia é que você não precisa escolher entre um e outro. Combinar diferentes estratégias também é válido. Por exemplo, que tal manter as redes sociais como seu canal de marketing principal, mas apostar em carros de som para dar um empurrão na divulgação quando seu negócio organizar algum evento especial em datas comemorativas?

O importante é não se deixar levar por impressões subjetivas. Sempre monitore os resultados das estratégias de marketing adotadas para basear suas futuras decisões em dados.

Se uma certa estratégia não está trazendo resultados condizentes com o investimento (de tempo, de dinheiro), mude a abordagem ou esteja aberto a descartá-la. Afinal, o marketing não é um fim em si mesmo, mas um meio para alcançar seus verdadeiros objetivos de venda.

Se você ainda estiver um pouco inseguro, saiba que é normal se sentir assim. O marketing é frequentemente visto como uma atividade que só as grandes corporações têm condições de desenvolver – o que não é verdade, o pequeno negócio também pode.

Quer dominar a arte marketeira sendo microempresário? Descubra aqui que Marketing para pequenos negócios não é caro e nem sempre dá muito trabalho.

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