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Carrinho de compras com calculadora e contas

Existe crise no varejo brasileiro?

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Com 2019 chegando ao fim, é hora de começar a fazer planos para o ano que vem. Mas se esse ano foi difícil na economia, o que garante que no ano que vem não teremos uma crise no varejo que vai impedir o crescimento do setor? E se isso for verdade, que tipo de planos fazer?

Já começamos no susto, não é? Mas calma lá: De acordo com dados do IBGE, há espaço para o otimismo em 2020. Apesar da instabilidade, a economia é cíclica, e o próximo ano deve marcar o início da recuperação do setor.

De acordo com cálculos de especialistas, ainda em fevereiro o setor deve bater o recorde de vendas experimentado em outubro de 2014 – pico de vendas usado como comparação frequente para saber se estamos prontos para sair da crise no varejo.

Carrinho de compras com calculadora e contas

Existe crise no varejo brasileiro?

Sim, é seguro dizer que estamos em crise, se compararmos o crescimento desde esse pico de vendas em outubro de 2014. Mas ela não é tão desesperadora assim, e já dá sinais de que vai arrefecer.

Resiliência é a melhor palavra para definir o comércio e diz muito sobre a relação entre a crise no varejo brasileiro e o aquecimento da economia. Apertar os cintos e reduzir gastos são movimentos naturais de todo consumidor quando o dinheiro diminui, mas algumas despesas não podem ser deixadas de lado.

É por isso que os segmentos supermercadistas e de farmácia são os que apresentam melhor desempenho mesmo numa situação de crise no varejo brasileiro: as pessoas precisam se alimentar e cuidar da saúde, independentemente do estado da economia.

Para recuperar o fôlego, a resiliência veio na forma de adaptação, com os negócios oferecendo mais conveniência e praticidade para seus clientes, visando o aumento das vendas.

Uma vitória puxa a outra

As farmácias, por exemplo, incorporaram em suas prateleiras produtos de beleza, dermocosméticos, alimentos de consumo rápido, produtos dietéticos e suplementos alimentares.

Não por acaso, elas foram o primeiro segmento a se reerguer e o aumento na demanda por variedades foi positivo também para outros segmentos, como de alimentação.

Um setor que prospera consegue oferecer mais vagas de emprego e, consequentemente, aumentar o poder de consumo da população ao redor, a principal saída para a crise no varejo brasileiro.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, em 2018 o país já contava com mais de 120 varejistas com faturamento acima de R$ 1 bilhão, 39 empresas com mais de 10 mil colaboradores e 17 com mais de mil lojas em funcionamento.

São esses os sinais de crescimento que se deve observar para ver que a crise no varejo brasileiro existe, mas não é uma ameaça tão grande quanto parece.

Perspectivas para o futuro

Mulher no supermercado segurando produto e sorrindo

Até mesmo uma crise no varejo em 2019 pode render bons frutos para o próximo ano.

Períodos de retração criam aquilo que o jargão econômico chama de demanda reprimida, ou seja, um desejo de consumo que não é satisfeito por conta da falta de dinheiro. Se os bens não-essenciais são os mais afetados quando há crise no varejo brasileiro, eles se tornam mais importantes quando a situação financeira começa a melhorar.

Alimentação é essencial, mas ninguém almoça duas vezes. Produtos de cesta básica vão continuar sendo vendidos, mas quando a economia cresce, ainda que de forma tímida, surge espaço para que outros produtos entrem no carrinho, como guloseimas e bebidas alcoólicas.

As pessoas voltam a frequentar bares e restaurantes, decidem reformar o banheiro e até aquela viagem de férias pode sair do papel.

Todos esses movimentos significam uma melhora progressiva no faturamento de diferentes segmentos do varejo, que crescem juntos graças à esse movimento virtuoso da balança econômica. Esse é o estágio em que estamos agora e deve marcar os próximos meses, ainda que em números o crescimento seja tímido.

Estratégias para vencer a crise no varejo brasileiro

Mulher no supermercado segurando produto e sorrindo

Podemos concluir que adaptação é a palavra chave para quem deseja deixar a crise no varejo brasileiro para trás. De maneira mais prática, se adaptar significa acompanhar as grandes tendências do momento: personalização e informatização.

As lojas precisam estar preparadas para o consumidor moderno, que está presente em diversos canais e valoriza a agilidade acima de tudo. Investir em atendimento via redes sociais e automatização é indispensável para quem deseja fidelizar esse público.

Já a personalização vai de encontro ao cenário pós-crise no varejo brasileiro. Lembra da demanda reprimida que falamos acima? Uma boa estratégia de vendas é conhecer a fundo quais são as demandas específicas do seu público e pensar em estratégias para essa clientela que acabou de recuperar o poder de compra e busca boas ofertas.

Mais prazo e melhores condições de pagamento também são boas alternativas para o momento.

O mercado de smartphones, por exemplo, pode ser alavancado. Vale a pena investir em variedade de modelos e, principalmente, apostar em uma ampla faixa de preços, mostrando ao consumidor que existe o celular ideal para cada tipo de bolso e que ele pode consumir sem medo!

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