Home Dicas Covid-19 Design Thinking no varejo: o que é e como você pode aplicar?

Design Thinking no varejo: o que é e como você pode aplicar?

0
1117

Você sabe o que é design thinking? Ao ler esse nome você deve ter pensado que se trata de algum conceito sofisticado que é tendência nas grandes empresas, certo? Pois saiba que essa ideia está mais próxima do varejo do que você imagina!

 

É comum associar a palavra “design” a uma construção estética, já que foi assim que a área se popularizou. Temos design de interiores, design gráfico, web design, e assim por diante.

Mas o que muita gente não sabe é que o esforço nessas áreas não se limita ao aspecto estético do trabalho. O designer realiza uma projeção, um desenho inteligente do seu objeto de acordo com as necessidades do usuário.

Quando falamos em design thinking, estamos aplicando essa mesma lógica a modelos mentais variados – nesse caso, focados no varejo e em seus clientes. Ainda está confuso? Calma que explico melhor ao longo do texto!

O que é design thinking?

Segundo a definição da Escola de Design Thinking, o termo significa “um modelo mental baseado em inovação que cria soluções para temas complexos a partir de uma abordagem criativa e centrada nas pessoas.”

A metodologia também é inspirada no universo dos designers. Esses profissionais analisam a situação como se fosse um problema, buscando entendê-la a fundo para então usarem suas habilidades para encontrar soluções criativas.

Ainda parece uma realidade muito distante? Pois saiba que dá pra encontrar vários exemplos de design thinking em práticas do varejo que você adota, mas não conhece por esse nome.

Design thinking aplicado ao varejo

A gente tem conversado bastante sobre como a pandemia da COVID-19 trouxe uma série de novos problemas para a população, afetando seus hábitos de consumo, certo? E em uma situação de isolamento social, como as pessoas podem continuar tendo acesso aos produtos e serviços que precisam?

Muitas lojas só adotaram os serviços de entrega, outras aliaram o delivery a uma estrutura de atendimento à distância pensada especificamente para essa situação. O iFood, por exemplo, incluiu no aplicativo a opção de entrega sem contato, em que o cliente pode combinar direto com o entregador a melhor forma de receber o produto.

Da mesma forma, supermercados implementaram o drive-thru nas lojas: pelo Whatsapp, o cliente faz sua lista de compras e agenda um horário para buscá-las de carro, diminuindo o contato e reduzindo o fluxo de pessoas dentro da loja.

De um jeito bem simplificado, isso é design thinking aplicado ao varejo! Já pensou em usar essa lógica na hora de tomar todas as decisões da empresa?

Como usar o design thinking no dia a dia do varejo?

Desenho de 2 perfis em preto. Uma linha de pensamento lilás passa pela cabeça de um até formar uma lâmpada na cabeça do outro.

A realidade do mercado é complexa, e os consumidores estão cada vez mais exigentes. Nesse cenário, o design thinking está despontando como solução ao colocar o cliente no centro das estratégias e priorizar soluções altamente criativas e personalizadas, muitas vezes contando com o auxílio da tecnologia.

Mas a tecnologia é apenas ferramenta, porque os pilares do design thinking são 100% humanos: empatia, colaboração e experimentação. Vamos ver como eles funcionam no varejo?

Empatia

Ter empatia é saber se colocar no lugar do outro e agir de acordo com essa perspectiva. Para isso, é importante entender as emoções que motivam as ações do consumidor, porque são elas que determinam seus comportamentos.

Muitas pessoas decidiram estocar produtos de limpeza e alimentação básica por conta da quarentena, gerando desafios para o varejo. Nesse cenário, algumas lojas aumentaram os preços das mercadorias para controlar a demanda e ainda garantir o próprio lucro. Mas isso é a solução?

Com empatia, fica fácil entender que a ansiedade causada pela pandemia faz as pessoas estocarem recursos básicos. Aumentar os preços só aumenta a sensação de escassez, além de ser crime contra a economia doméstica. O design thinking, por outro lado, te ajuda a encontrar soluções para controlar esse fluxo no varejo.

Ao invés de simplesmente limitar a quantidade de produtos por pessoa, um serviço de agendamento de compras traz segurança para o cliente. Além de oferecer uma projeção de vendas que vai te ajudar na hora de abastecer o estoque e negociar melhores preços com o fornecedor!

Colaboração

Post-its coloridos com palavras ligadas ao universo corporativo colados na parede.

“Mas como desvendar os sentimentos do cliente?”, você deve estar se perguntando. O design thinking obriga os empresários a pensar fora da caixa para chegar a esse tipo de resposta, e o segredo muitas vezes está na colaboração.

Um vendedor que está no chão da loja todos os dias pode saber muito mais sobre o comportamento dos clientes do que aquele gerente que passa o dia no escritório. No entanto, muitas vezes esse gerente é o responsável por traçar estratégias para o varejo. Que tal combinar essas forças?

O cliente também pode contribuir por meio de pesquisas de opinião anônimas, que podem ser especificamente sobre os serviços que você já oferece, ou sobre o que eles esperam do varejo. Os comentários nas mídias sociais também podem ser valiosos nesse momento!

Fala, Mart!
Na hora de montar a equipe, valorize candidatos com habilidades e experiências além da sua área de atuação que possam agregar positivamente. Aquele curso sobre vinhos que seu contador fez pode fazer diferença na hora de planejar estratégias para inserir a bebida no mix do varejo!

Experimentação

Trazer o design thinking para o varejo significa estar sempre buscando novas formas de inovar seus serviços e não ter medo de novidades. A melhor forma de saber se uma ideia é boa ou não é testá-la, depois, analisando bem os resultados, você vai poder dizer se realmente vale a pena.

Quer investir em produtos fitness? Então comece aos poucos, com estoque reduzido, e registre tudo para entender o perfil do consumidor: quais itens são mais atrativos e quais encalharam. Às vezes você está apostando em quem deseja emagrecer e descobre um nicho de clientes com restrições alimentares que também se interessa por essa nova linha.

Uma simples mudança de estratégia pode fazer as vendas decolarem, viu? Experimentando você consegue crescer aos poucos e enriquecer suas estratégias com dados reais, rumo sempre aos melhores resultados!

Inovação e criatividade também são assuntos sérios aqui no Blog. E por falar nisso, acompanhe minha série sobre a COVID-19 apresento diversas soluções criativas e oportunidades para superarmos, juntos, a crise trazida pela pandemia!