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mão segurando uma casa de madeira e no fundo diversos itens de construção

Estiagem e pandemia aquecem o movimento “faça você mesmo”

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O outono chegou e com ele começa a estiagem. O período de seca, com menos incidência de chuvas, naturalmente estimula as reformas, pequenos reparos e obras nos imóveis.

No isolamento social, essa onda de pequenos reparos – também conhecida como “faça você mesmo”, do inglês “Do It Yourself (DIY)” – acabou ganhando mais força.

Com as mudanças de hábitos desenvolvidos na pandemia, muitos consumidores recorrem à internet para aprender a fazer alguns serviços, como também passar o tempo compartilhando dicas e aprendizado com outras pessoas.

E em tempos de orçamento familiar enxuto, o “faça você mesmo” foi a alternativa que o consumidor encontrou para poupar dinheiro, distrair a cabeça ou até mesmo aprender uma nova atividade profissional.

De acordo com uma reportagem da CNN, as buscas na web por termos como “autocuidado em casa” são três vezes maiores na pandemia. Resultado disso são as vendas de maquininhas de cortar cabelo que tiveram aumento de 24% em um dos maiores e-commerce do país.

Aqui temos dois cenários, período de seca e isolamento social, que combinam muito bem com as oportunidades de vendas. É hora de intensificar o mix para atender a demanda do próprio segmento de materiais de construção e também do cantinho da construção no supermercado.

Analisando o faça você mesmo nas redes sociais

Passando mais tempo dentro de casa, os consumidores despertaram o interesse de fazer algumas atividades por conta própria. Podemos destacar reparos e decoração, confecção de artesanatos ou utensílios domésticos, receitas etc.

O Sebrae de Santa Catarina divulgou um estudo sobre o faça você mesmo nas redes sociais, que comprovou o quanto o movimento Do It Yourself (DIY) ganhou mais força em decorrência do período de pandemia.

De acordo com a análise, a busca por vídeos que contêm os termos “como fazer” e “em casa” cresceu 50% no início da pandemia.

No Google, maior plataforma de buscas da internet, a procura pelas expressões “máquina de cortar cabelo” e “como cortar o próprio cabelo” cresceram 40% e 100%, respectivamente, entre março e abril do ano passado em todo o mundo.

Estamos trazendo esses dados de 2020 para mostrar como a pandemia impulsionou a venda de materiais de construção.

E o grande destaque ficou para os varejistas que são especializados nos itens de necessidade e pintura, exatamente pelo fato de os brasileiros estarem fazendo reformas e reparos nas residências.

E a expectativa é que esse mercado siga aquecido mesmo após a pandemia. “A tendência deve seguir impactando diversos segmentos, por exemplo, os cursos que ensinam habilidades manuais e o varejo, que pode direcionar sua atuação para a venda de ferramentas e insumos necessários para confecção de produtos caseiros”, destaca trecho da pesquisa do Sebrae.

Mix completo para atender a demanda

Faça você mesmo oficina de criatividade

Ainda de acordo com a abordagem do Sebrae, no segmento de papelaria e materiais de construção, os perfis de empresas nas redes sociais passaram a explorar mais a utilidade dos insumos, com dicas de como utilizá-los para fazer artesanatos e outros artigos do faça você mesmo, bem como processos de fabricação de móveis rústicos.

Além disso, reformas e decorações mais robustas, que demandam quebra e pintura de paredes, também se destacam. E com base nesses conteúdos, passaram a ser apresentados produtos como tintas, colas e ferramentas em geral.

Ficar atento a esses conteúdos e páginas de influenciadores digitais é importante para você saber qual mix explorar na loja. Isso, é claro, considerando os produtos que podem ser usados pelos consumidores para fazer os reparos em casa por conta própria.

Mas claro: não adianta vender os insumos e deixar de lado as ferramentas. Pense que a sua responsabilidade é dar ao seu cliente tudo o que ele precisa para executar seu projeto. Por isso, alguns itens são praticamente obrigatórios de vender também, como:

Tendência que veio para ficar

O estudo do Sebrae ainda identificou que o gênero feminino domina o faça você mesmo, considerando os comentários nesses conteúdos nas redes sociais. As mulheres representam 81% do público, enquanto os homens 19%.

E ao que tudo indica essa tendência é para além da quarentena. O mercado varejista sinaliza que o faça você mesmo pode crescer e se manter como um movimento consolidado pelos próximos anos.

Ele continuará surtindo efeitos em diversos segmentos do varejo com a comercialização de ferramentas e itens necessários para a criação dos produtos ou serviços caseiros.

O interesse por ornamentar a casa e mudar a decoração também ganhou espaço na quarentena. A empresa de consultoria Consumoteca estimou que, na pandemia, 55% das pessoas da classe A e 39% da C realizaram alguma mudança na decoração do lar. Isso despertou habilidades que muita gente vai gostar de dar continuidade.

Faça você mesmo dentro da sua loja

Homem com as mãos no quadril na loja de ferragens

E já que o faça você mesmo está em alta e é tendência que veio para ficar, é preciso aproveitar esse momento e a estiagem para vender mais. Por isso, atraia consumidores para o seu negócio e mostre a eles que você tem os produtos que eles precisam para trabalhar em casa.

Destinar um espaço da loja para expor o mix para essas necessidades é muito importante para estimular as vendas. Destaque os produtos para pequenos reparos e também de jardinagem e decoração.

Se possível, sinalize o espaço e deixe claro para o consumidor que ali ele vai encontrar os insumos e ferramentas básicas para executar alguma atividade em casa.

Cantinho Faça Você Mesmo no Varejo Alimentar

E quem disse que o seu supermercado não pode aproveitar as oportunidades? Você pode e deve criar um espaço no PDV para expor os produtos de bricolagem e material de construção.

O cantinho faça você mesmo no supermercado contribui para aumentar o faturamento da loja com uma ampla margem e deixa o cliente mais satisfeito, já que ele vai encontrar tudo o que precisa no seu negócio.

Outro ponto positivo é que esses materiais acabam estimulando as compras por impulso. O varejo alimentar geralmente aproveita as zonas frias da loja para montar esse setor, porque força o cliente a percorrer a loja e acabar encontrando outros produtos até chegar ao cantinho faça você mesmo.

Pronto! Agora é só aproveitar o período de estiagem e a pandemia para vender produtos de materiais de construção para quem é do próprio segmento e para quem atua no varejo alimentar.

A rentabilidade da maioria dos produtos de materiais de construção é acima de 100% para o varejista. Uma grande oportunidade, não é mesmo? Pense nisso. E se você ainda não montou seu cantinho no supermercado, o Martins ajuda você nessa tarefa!