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Mulher de blusa amarela e saia cinza segurando uma caneta sobre mesa cheia de papéis com gráficos coloridos.

Índices de Endividamento: como manter sua empresa longe das dívidas?

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Se nas primeiras semanas da pandemia o foco das empresas foi articular ações imediatas para se adaptar ao isolamento social, agora é hora de pensar no impacto dessas mudanças na saúde financeira do negócio. Os índices de endividamento são uma ferramenta importante para esse exercício.

 

Estamos prestes a completar um mês de quarentena, e embora ainda não se saiba quanto tempo essa situação vai durar, nem como será a vida depois dela, uma coisa é certa: para sobreviver será necessário rever o planejamento levando em conta uma nova realidade.

Os índices de endividamento estão aí para te oferecer essa perspectiva. E o quanto antes você fizer essa análise, maiores serão as chances de encontrar soluções para melhorar o desempenho e reverter aqueles valores em vermelho que aparecem no balanço.

Não precisa se desesperar, ok? O primeiro passo para combater o monstro do endividamento é se informar para levantar e voltar crescer. Pronto? Então vem comigo!

Mulher de blusa amarela e saia cinza segurando uma caneta sobre mesa cheia de papéis com gráficos coloridos.

O que são os índices de endividamento?

Os índices de endividamento apresentam o endividamento da empresa ao longo do tempo, identificando o quanto a organização precisa das dívidas – ou seja, do capital oneroso de terceiros – para se manter na ativa.

A saúde financeira do negócio é prejudicada quando os rendimentos são direcionados apenas para pagar dívidas, sem possibilidade de lucros ou investimentos no horizonte. O endividamento também acontece quando é necessário contrair um empréstimo para melhorar o capital de giro, ou quando o faturamento é menor do que as despesas.

Nesse momento de pandemia, quem está à frente daqueles segmentos não essenciais já percebeu que os números não são os mesmos. Só que as contas continuam chegando e muitas empresas tiveram que ir atrás de empréstimos para cobrir as folhas de pagamento ou estão em dívida com seus fornecedores.

Sem planejamento estratégico a dívida pode crescer rapidamente, a ponto de comprometer o patrimônio. Esse cenário é chamado de “bola de neve” pelos economistas, e ficar de olho nos índices de endividamento pode te ajudar a sair dela antes que seja tarde demais.

Existe dívida boa?

Embora a palavra “endividamento” deixe qualquer empresário amedrontado, nem sempre um valor positivo nos índices de endividamento é sinônimo de crise.

Uma dívida é considerada boa quando ela tem origem em um investimento feito com capital externo projetando um retorno suficiente. E isso não só para arcar com o empréstimo e os juros, mas também para aumentar o faturamento e o patrimônio a médio e longo prazo.

Esse é o caso de muitos setores que estão experimentando um boom graças à pandemia, como as farmácias e supermercados que precisaram se adaptar rapidamente às novas demandas.

Os índices que apresentam essa “dívida boa” são tão importantes que se uma empresa apresenta endividamento muito abaixo do mercado ou negativo, ela não é vista com bons olhos. Afinal, esse número sugere que a organização não está sabendo utilizar corretamente seus recursos e oportunidades importantes para o crescimento e o aumento da lucratividade.

Como calcular os índices de endividamento?

Braços de duas pessoas apoiados sobre uma mesa cheia de folhas com planilhas, gráficos, cadernos, calculadora e notebook.

Quando falo em índices de endividamento, estou falando de duas taxas diferentes: o índice de endividamento geral e a composição do endividamento. Veja quais são as diferenças entre eles e como calculá-los.

Índice de endividamento geral

Esse é o mais simples, e provavelmente é o que você deseja encontrar quando busca por “índices de endividamento” no Google. A partir do balanço empresarial, seu resultado revela qual é a proporção do ativo total que está comprometida no custeio das dívidas da empresa com terceiros.

Os ativos são todos os recursos que compõem o seu patrimônio, do estoque aos investimentos, passando pela infraestrutura e até pelo computador que você usa para fazer suas planilhas. Já os passivos são as obrigações da organização com terceiros, tudo que é preciso pagar.

Para calcular o endividamento geral, basta dividir o total dos passivos pelo total de ativos. Ao final, multiplicamos o resultado por 100 para obter o valor percentual. Quanto maior o resultado, maior é o endividamento e portanto pior é a saúde financeira da empresa. É importante, contudo, analisar de acordo com o seu contexto.

Um resultado alto dificilmente será positivo, mas se os concorrentes dentro do segmento estão em situação similar, o diagnóstico deve mudar. Os índices de endividamento podem ser usados para avaliar o impacto da pandemia sobre o varejo, por exemplo, sem significar uma desvantagem para as empresas analisadas.

Composição do endividamento

Para fazer uma análise mais completa é importante incluir a composição do endividamento nos seus cálculos. Essa taxa mostra se o endividamento é mais de curto ou longo prazo. O cálculo é simples: basta dividir os passivos de curto prazo (que devem ser pagos no ano corrente) pela soma dos passivos de curto e longo prazo (que devem ser pagos nos próximos anos).

O resultado deve ser multiplicado 100 para que se obtenha o valor percentual dos índices de endividamento.

De modo geral, quanto menor esse valor, melhor para a empresa. Uma composição de endividamento baixa significa que ela deverá desembolsar menos dinheiro no ano corrente para a quitação de suas dívidas e terá mais tempo para se organizar financeiramente.

E atenção: na hora do planejamento, isso deve ser levado em conta para construir as estratégias de recuperação.

Como esses índices ajudam a empresa?

Um casal sentado no sofá cobre suas bocas com as mãos, mostrando semblante de preocupação ao lerem uma folha de papel.

Os índices de endividamento são uma parte importante de todo planejamento estratégico da empresa, principalmente em momentos de crise e instabilidade.

Se o endividamento está alto, é necessário ajustar e controlar o capital de giro. Isso pode ser feito através da renegociação das dívidas, e a pandemia pode abrir uma boa oportunidade para essa conversa.

Muitos credores preferem negociar a não receber nada, e um novo plano de pagamento pode adiar as parcelas, diminuindo o peso dos seus passivos de curto prazo.

Buscar novas estratégias para aumentar o fluxo de caixa é outra solução interessante. Com mais dinheiro entrando ou menos dinheiro saindo, é possível manejar os índices de endividamento sem comprometer o patrimônio já construído.

Independente do caminho que você escolha, estou aqui para te ajudar a atravessar esse período de dificuldade. Com conhecimento e informação, venceremos os desafios trazidos pela pandemia. Confira outros conteúdos especiais e saiba tudo sobre o impacto da covid-19 no varejo!

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