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Pessoas escrevendo em cartaz com computador ao lado.

Como o mercado varejista é afetado pela economia?

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O mercado varejista é um termômetro importante para avaliar o desempenho da economia de uma cidade, região e até país. Aspectos técnicos, como inflação, deflação, recessão e outros conceitos desse universo podem ser mensurados a partir do comportamento do comércio varejista, onde é possível sentir os primeiros reflexos de flutuações do mercado.

 

Quando há um aumento expressivo no preço dos produtos da cesta básica, a sociedade como um todo sente o impacto. E isso se reflete no comportamento dos consumidores, no faturamento do comércio e, se for a médio e longo prazo, até no mercado de trabalho. É por isso que reportagens sazonais alertando para o aumento do preço do tomate, por exemplo, causam tanta comoção!

Para quem atua no mercado varejista, saber interpretar essas flutuações é uma habilidade importante na condução dos negócios, principalmente na hora de tomar decisões de compra e venda e pensar em estratégias para aquecer seu comércio varejista.

Quer saber como fazer isso? Então continue a leitura!

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O mercado varejista e a dinâmica da economia

Não é preciso ser um grande especialista em economia para identificar alguns fatores que funcionam como reflexos da sazonabilidade do mercado. Como essas flutuações produzem impacto nas despesas de consumo das famílias, é no comércio varejista que se pode observar o impacto dessas mudanças.

Veja alguns indicadores importantes:

Preço de venda

São vários os fatores que podem afetar o preço de venda de um produto. Uma temporada inesperada de chuva ou seca pode afetar uma safra inteira de soja, por exemplo, e aumentar o preço de custo de todos os produtos que usam essa matéria-prima.

Da mesma forma, uma balança comercial favorável para o país em relação à economia internacional faz com que o preço de artigos importados seja reduzido, impactando o comércio varejista de forma positiva.

Aumento dos custos variáveis

O cálculo de precificação envolve tanto o preço de venda do produto, como alguns custos variáveis que podem ser afetados pela economia.

Um exemplo disso são os valores envolvidos na manutenção do ponto de vendas, como aluguel e energia, que podem aumentar em uma situação de crise.

Poder aquisitivo dos consumidores

O poder de consumo do público é um grande indicativo que o mercado varejista oferece da situação econômica em um determinado período. Em uma hipotética situação de crise, a população é levada a reduzir despesas, e alguns setores do varejo são mais afetados que outros.

Armazém e supermercados são segmentos menos afetados, já que oferecem produtos considerados essenciais. O perfil de compras, no entanto, pode mudar, e a clientela pode consumir menos ou substituir seus itens de costume por artigos mais baratos.

Já setores como bares, restaurantes e hotelaria são fortemente afetados, já que o lazer é considerado menos essencial do que o comércio varejista.

Desemprego

A consequência mais óbvia do desemprego no mercado varejista é a diminuição do faturamento, já que quem perde sua fonte de renda passa a cortar despesas no consumo. Além disso, o perfil do comércio varejista também pode mudar internamente, já que o desemprego leva muitos a investir no próprio negócio, na maior parte das vezes iniciativas pequenas e com perfil familiar.

Por conta disso, a concorrência pode aumentar tanto na disputa por um público cada vez mais reduzido, como por conta do aumento da oferta de estabelecimentos comerciais na região.

E quando o comércio varejista vai bem?

Cofre de porquinho segurado por quatro mãos. Abaixo, moedas.

Se o mercado varejista é impactado de maneira significativa quando há um cenário de crise, o mesmo acontece quando a economia começa a decolar. E isso acontece bem rápido!

Quando a balança econômica começa a apresentar sinais positivos, alguns setores do varejo se beneficiam da expansão primeiro são aqueles que perdem espaço na crise: bares, restaurantes, hotéis, lojas de eletrodomésticos. Nos armazéns e supermercados, observa-se uma mudança no perfil de compra da clientela, que volta a investir em produtos mais sofisticados.

Perspectiva é otimista, mas o momento ainda pede cautela

Pessoas escrevendo em cartaz com computador ao lado.

Depois de alguns anos de um cenário de crise econômica deflagrada, o mercado varejista tem motivos para ser otimista em relação às perspectivas de futuro. Para 2019, a previsão é que haja um crescimento do PIB brasileiro de 2,8%.

Esse cálculo leva em conta os resultados dos anos anteriores e a flutuação cíclica da economia. Em 2018, as vendas no varejo já cresceram 2,3% de acordo com o IBGE.

Uma melhora mais ampla, no entanto, só poderá ser sentida de maneira efetiva no comércio varejista a longo prazo. Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, desempenhos semelhantes ao período de expansão máxima do varejo, que teve seu pico em 2014, devem ser vistos a partir de fevereiro de 2020.

Segundo analistas do jornal Estado de Minas, quem deve puxar o mercado varejista rumo a essa melhora são os segmentos voltados para bens essenciais, como supermercados e farmácias. Por isso, os próximos meses exigem preparo dos varejistas e muito planejamento para investir de maneira estratégica sem perder de vista os cuidados necessários para manter o saldo sempre positivo enquanto o retorno não vem.

Uma medida possível é a ampliação dos canais de venda da loja. Quer saber quais são as possibilidades do comércio varejista? Então continue com a gente no próximo post!

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