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O que a nossa equipe tem a dizer sobre o Mês da Diversidade

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O Mês da Diversidade no Martins está a todo vapor. Muito mais do que dedicar um mês inteiro para celebrar nossas conquistas em inclusão ao longo desses 65 anos de história, a campanha procura transmitir uma mensagem diferente: a busca pela diversidade e pelo fim do preconceito é mais importante do que nunca.

 

A luta pela inclusão, na verdade, nem é algo que deveria ser celebrado e aplaudido, mas visto como necessário para ajustar situações que simplesmente não são justas. O Mês da Diversidade no Martins procura mostrar que todos devem ter as mesmas oportunidades no ambiente corporativo, e que o respeito e a celebração das diferenças é um princípio crucial em qualquer empresa.

Na nossa campanha interna do Mês da Diversidade, procuramos escutar o que os nossos colaboradores têm a dizer sobre como ela se apresenta. Será inclusão? Será respeito? Será cultura organizacional?

O que eles responderam vai te surpreender com toda a certeza. Vamos ver?

“No meu setor todo mundo faz a mesma coisa. Todo mundo no Martins, né?” – Maria Leomar, coordenadora de estoque

A diferença salarial e de funções entre homens e mulheres é um assunto que vem dando bastante discussão nos últimos tempos. Segundo o IBGE, as mulheres recebem cerca de 77% do salário dos homens, sendo que o maior foco de desigualdade está no sudeste, e o menor no norte e nordeste.

Ainda que algumas explicações sejam oferecidas para justificar essa disparidade – como o nível de instrução, funções diferentes, etc – só a sugestão de que a diferença existe já é o suficiente para que o Martins aja em prol da igualdade.

É o que explica Maria Leomar, coordenadora de estoque do Martins. Todas as funções exercidas pelos homens, ela explica, também podem ser feitas pelas mulheres. Não há diferença no trabalho e muito menos no salário. O contrário também é verdade: se uma mulher pode fazer, um homem também pode.

Maria Leomar ainda nos dá uma aula de educação em casa. Ela diz que acredita que essa é a melhor forma de enxergar o mundo porque foi educada assim. Seus irmãos faziam todas as tarefas de casa junto com ela, assim como seus filhos e seus netos.

Esse é o tipo de postura que queremos evidenciar no Mês da Diversidade. Esse é o tipo de pensamento que gostamos de ver aflorar no Martins sempre que possível.

“Vivemos em um país onde o racismo é muito camuflado” – Francielle Gomes, analista de precificação

A igualdade de gênero e de funções praticadas por ambos os sexos é importante, disso não há dúvidas. Porém, outro ponto muito importante que as empresas deveriam estar mais atentas é para o racismo no ambiente de trabalho e nas maneiras como ele se expressa.

Muita gente acaba por confundir racismo com abuso verbal ou violência. Na verdade, não é bem por aí. O racismo diz respeito a qualquer tipo de discriminação entre pessoas por conta da cor da sua pele, e pode se apresentar de inúmeras formas, sendo a violência física a mais extrema de todas.

O Mês da Diversidade também quer chamar a atenção para o racismo camuflado que Francielle Gomes nos conta na entrevista. Ele existe, e está entranhado na nossa sociedade de um jeito que muitas vezes quem vê de fora não consegue identificar.

Segundo Francielle, a melhor maneira de combater esse racismo institucionalizado, camuflado e quase invisível, é criando um ambiente que preza pela colaboração acima de tudo, independente de quaisquer características pessoais. É nisso que acreditamos, Francielle! Você captou perfeitamente o espírito do Mês da Diversidade no Martins.

“Todo mundo tem o direito de ser feliz. Devemos amar as pessoas como elas são” – Bruno Mamede, operador de televendas

A homofobia é um grave problema na sociedade brasileira e em vários outros países. Muito além de problemas velados ou invisíveis, todo ano ela mata milhares de pessoas simplesmente por serem diferentes. Todo dia. A cada dezenove horas.

A homofobia mata pessoas por elas serem diferentes. Talvez elas sejam gays, trans, lésbicas ou bissexuais, mas isso não é pecado algum. O erro está mesmo é na intolerância. E intolerância o Martins não tolera, por isso o Mês da Diversidade também serve como um momento para renovar os nossos votos de luta.

O Bruno é “assumido” para a sua família, é casado e só quer levar sua vida normalmente. Ele diz na entrevista que encontrou o que queria e precisava no Martins, um ambiente livre de qualquer tipo de preconceito velado ou evidente, que ele diz “infelizmente existir” na sociedade.

“A gente tem que se aceitar e ser a gente mesmo. Isso é o importante” – Rosimeire Saraiva, Televendas.

Rosimeire conta uma história parecida com a de tanta gente da comunidade LGBTQ+. Após se descobrir como gay, teve outro desafio de aceitação além de para si própria: os pais.

Como ela diz na entrevista, se aceitar para o pai, nordestino “cabra macho”, foi a parte mais difícil. Ela esteve casada por 4 anos por não ainda não ter se descoberto, mas quando finalmente entendeu o que queria, seus pais foram sua primeira barreira. Ainda bem que seu pai, arretado de tudo mas com muito amor no coração, logo passou a aceitá-la e respeitá-la como todo mundo merece.

A Rosimeire encontrou o Martins quando se mudou para seguir seu coração. Sua hoje ex esposa veio do exterior para morar aqui em Uberlândia, e como as duas namoravam já a algum tempo pela internet, Rosimeire veio atrás! Chegou e em menos de um mês já estava empregada no Martins. Achou uma segunda casa aqui com a gente <3.

26 de setembro, Dia Nacional do Surdo

Se você acompanha nosso Instagram, já deve ter notado que esse mês nós temos um motivo a mais pra comemorar a diversidade. É que hoje, dia 26 de setembro, é o Dia Nacional do Surdo!

A diversidade que nós apresentamos durante este artigo é extremamente importante, mas não envolve todo o espectro da diferença. Além de identidade de gênero, orientação sexual, cor da pele, etc., ainda há mais a se considerar: a pessoa com deficiência.

Todos merecem tratamento igualitário, só que muitas vezes o próprio mercado de trabalho limita a inserção dessas pessoas em empresas. É por isso que o Martins não só as aceita, mas busca por elas. Nós sabemos que o mercado pode ser excludente, então precisamos ver onde podemos colaborar para mudar essa situação, não é?

Surdos podem fazer o que eles quiserem. Não há limitações para o seu potencial, sendo que a comunicação é só mais um detalhe. A LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais – é a nossa segunda língua aqui no Martins, e temos só uma política: dentro das suas possibilidades, todo mundo pode fazer o que quiser, abraçar todas as possibilidades que oferecemos e crescer!

Nós já contamos com 80 profissionais surdos no Martins, e estamos trabalhando sempre para captar mais profissionais que podem estar encontrando entraves no mercado. Desses 80, temos 45 trabalhando em Uberlândia, 6 em Hidrolândia (GO), 5 em Ananindeua (PA), 16 em Camaçari (BA) e 11 em João Pessoa. Então pode ter certeza: onde tem Martins, tem espaço pra surdos e pra pessoas com qualquer tipo de deficiência. Estamos distribuindo SUCESSO por atacado!

No mundo além das paredes do Martins, o preconceito e a intolerância podem estar bem vivos, mas aqui dentro não há espaço para que esse tipo de pensamento se desenvolva.

Esse é um lugar seguro para todos, e o Mês da Diversidade acumula outra função: a de mostrar para os nossos colaboradores que, assim como nós contamos com eles, eles também podem contar com a gente.

Todas essas entrevistas podem ser conferidas no nosso Linkedin, e a campanha está se desenvolvendo nas nossas redes sociais, no Facebook e no Instagram. Venha dar o seu suporte e dividir experiências!