Repelente para dengue: ajude o cliente a escolher o produto

Tempo de Leitura: 6 minutos
Repelente para dengue: como se preparar para um dos anos mais críticos da doença

Sumário

Basta uma primeira manchete mais alarmante nos noticiários para que o movimento nas lojas se transforme em um verdadeiro corre-corre atrás de repelente para dengue. Em 2026, esse cenário tende a ser ainda mais intenso e quem trabalha no varejo precisa estar pronto para isso. 

O mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, continua sendo uma ameaça real à saúde pública. E já há mortes pela doença sendo registradas nos primeiros dias do ano.  

Nesse cenário, o repelente para dengue deixa de ser um item complementar e passa a ocupar um papel central nas estratégias de venda, comunicação e exposição do varejo, especialmente em supermercados, farmácias, atacarejos e até lojas de utilidades. 

Neste artigo, vamos falar sobre a crescente demanda por repelente, os principais tipos disponíveis no mercado, o comportamento atual do consumidor e, principalmente, como o varejista pode trabalhar essa categoria de forma estratégica, informativa e responsável.

Vem com a gente?!

Cenário da dengue para 2026 

A dengue deve seguir em níveis altos no Brasil em 2026. Projeções elaboradas por cientistas e encaminhadas ao Ministério da Saúde indicam cerca de 1,8 milhão de casos ao longo da próxima temporada, que se estende até outubro do ano que vem.  

O número é bem inferior ao pico histórico registrado em 2024, quando o país somou 6,5 milhões de infecções, mas ainda assim coloca o ano como o segundo pior ano da série histórica iniciada em 2000, em um cenário semelhante ao observado em 2025. 

Essa estimativa faz parte do InfoDengue–Mosqlimate Challenge, iniciativa internacional que reuniu 52 pesquisadores, organizados em 15 equipes, com o objetivo de criar modelos capazes de antecipar o comportamento da doença no país.  

Os diferentes estudos desenvolvidos foram consolidados em uma única projeção sob a coordenação de Flávio Coelho, professor da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (EMAp/FGV), servindo como ferramenta de apoio para o poder público e outras instituições no enfrentamento da arbovirose. 

Caso a previsão se confirme, 2026 marcará o quinto ano seguido em que o Brasil ultrapassa a marca de um milhão de casos de dengue.

Repelente para dengue cresce junto com os casos da doença 

Gostamos de falar de números aqui porque eles nos ajudam a entender o contexto. E, nesse caso, demonstram claramente porque o repelente para dengue se tornou uma das categorias mais procuradas do varejo nos últimos anos.  

Em 2024 – ano do pico histórico de epidemia da doença – a plataforma online Consulta Remédios (CR) registrou um aumento superior a 3.500% nas vendas de repelente para dengue no mês de março, em comparação com o mesmo período do ano anterior. 

Esse crescimento acompanhou diretamente o avanço da epidemia, que ainda segue sob risco elevado neste ano. O consumidor, mais atento e informado, passou a agir de forma preventiva, antecipando compras e buscando diferentes formas de proteção. 

Para o varejo, isso significa uma coisa: repelente para dengue não é tendência passageira, é demanda estrutural e necessária no quesito prevenção. 

Repelente é essencial na prevenção 

Entre todas as medidas de prevenção contra a dengue, o uso do repelente para dengue segue sendo uma das mais eficazes e acessíveis. Ele cria uma barreira de proteção sobre a pele, afastando o mosquito transmissor e reduzindo significativamente o risco de picadas. 

Além de simples de usar, o repelente se adapta a diferentes rotinas e perfis de consumidor, desde quem passa o dia fora de casa até crianças, idosos, gestantes e pessoas que vivem em áreas com maior incidência da doença. 

Vale reforçar: o repelente não substitui outras ações preventivas, como eliminar focos de água parada, mas funciona como uma linha de defesa imediata, especialmente em períodos de surto. 

E engana-se quem pensa apenas no modelo tradicional, aplicado diretamente na pele. Hoje, o mercado oferece uma variedade de formatos de repelente para dengue, cada um atendendo a necessidades específicas. 

Tipos de repelente para dengue 

O mercado de repelente para dengue é amplo e diversificado. Para o varejista, isso representa uma oportunidade clara de trabalhar sortimento, mix e exposição de forma estratégica. 

O ideal é que a loja ofereça pelo menos três variações diferentes da categoria, garantindo opção de escolha ao consumidor. A seguir, detalhamos os principais tipos disponíveis no mercado. 

1. Repelente à base de DEET 

O DEET (N,N-Dietil-meta-toluamida) é um dos ativos mais conhecidos e eficazes no combate ao mosquito da dengue. Repelentes com DEET oferecem alta proteção contra diferentes tipos de insetos e têm ação prolongada. 

Em concentrações entre 30% e 50%, o repelente para dengue à base de DEET pode proteger por várias horas. No entanto, seu uso não é indicado para crianças menores de 2 anos, o que reforça a importância de uma comunicação clara no ponto de venda. 

2. Repelente à base de icaridina 

A icaridina surge como uma alternativa moderna ao DEET, com menor risco de irritações e reações alérgicas. É amplamente indicada para gestantes, lactantes e crianças a partir de 2 anos. 

Esse tipo de repelente para dengue oferece proteção eficaz contra o Aedes aegypti por até 10 horas, o que o torna ideal para quem passa longos períodos ao ar livre ou em deslocamento. 

3. Repelente à base de citronela

A citronela é uma opção mais natural, com aroma agradável e apelo ecológico. Muito procurado por consumidores que preferem evitar substâncias químicas, esse tipo de repelente para dengue aparece em formatos como loções, sprays, velas e difusores. 

É importante informar o cliente que sua duração é menor e exige reaplicações frequentes. Ainda assim, é uma alternativa relevante para determinados perfis de consumo. 

4. Repelentes de barreira física 

Repelente para dengue: produto dispara as vendas

Além dos produtos tópicos, existem soluções de repelente para dengue baseadas em barreira física. Roupas impregnadas com repelente, telas de proteção para portas e janelas e mosquiteiros são exemplos. 

Esses itens costumam ser encontrados também em lojas agroveterinárias e de material de construção, ampliando o alcance da categoria para além do varejo tradicional de saúde. 

5. Repelentes adesivos 

Os repelentes adesivos ganharam popularidade, especialmente entre o público infantil. Eles liberam substâncias repelentes de forma gradual e costumam vir em formatos lúdicos, como personagens e desenhos. 

Para famílias com crianças, esse tipo de repelente para dengue é visto como prático e menos invasivo, o que aumenta sua aceitação. 

6. Repelentes elétricos e ultrassônicos

Indicados para ambientes internos, os repelentes elétricos e ultrassônicos funcionam por meio da liberação contínua de vapores ou ondas sonoras de alta frequência. 

São opções ideais para uso doméstico e oferecem proteção constante, desde que estejam ligados à energia elétrica ou com refis em dia. 

7. Pulseiras repelentes 

Ainda menos populares, mas em crescimento, as pulseiras repelentes são práticas, portáteis e voltadas para quem passa o dia fora de casa. Elas liberam substâncias repelentes de forma contínua e podem ser usadas por adultos e crianças. 

Estratégias para vender mais repelente  

Uma boa estratégia de vendas começa pela forma como o produto é apresentado. A exposição correta do repelente para dengue influencia diretamente na decisão de compra. Por isso, organize a exposição. 

  • Acessibilidade: posicione os repelentes em áreas de grande circulação ou próximas à entrada da loja;
  • Produtos relacionados: exponha o repelente ao lado de protetores solares, itens de primeiros socorros e produtos para viagem; 
  • Expositores atrativos: utilize displays com mensagens claras como “Proteção contra dengue” ou “Defenda-se dos mosquitos”; 
  • Organização por tipo: agrupe por spray, loção, infantil ou elétrico, facilitando a escolha. 

Passe informação ao consumidor

Informação também vende. Ao trabalhar a categoria de repelente para dengue, destaque tempo de proteção, indicação por faixa etária, tipo de ativo e orientações de uso. 

Aproveite também para educar o consumidor sobre a dengue, reforçando a importância da prevenção. Campanhas nas redes sociais da loja, materiais informativos no ponto de venda e ações educativas ampliam o impacto da categoria. 

Embora o repelente para dengue seja essencial, é importante reforçar junto ao público outras medidas preventivas, como: 

  • Eliminação de água parada 
  • Uso de telas de proteção 
  • Manutenção de quintais e ralos 
  • Vacinação contra a doença 

Inclusive essa última é uma grande novidade. O Brasil passa a ter a primeira vacina contra a dengue 100% nacional e que será, em breve, aplicada ao público em geral pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A vacina, de dose única e a primeira do mundo nesse formato, começou a ser aplicada em municípios-piloto no Ceará, em Minas Gerais e em São Paulo, com foco inicial na população de 15 a 59 anos.  

A proposta do Ministério da Saúde é avaliar, ao longo de um ano, o impacto da imunização na circulação do vírus e na redução de casos, especialmente os graves, reunindo evidências que possam embasar a ampliação da vacinação para todo o país. 

Prevenção vai além do produto! 

Em tempos de aumento dos casos de dengue, informação e prevenção caminham juntas. O repelente para dengue se consolida como um aliado essencial da população e como uma categoria estratégica para o varejo. 

E quando o varejo assume um papel educativo, ele fortalece sua relação com a comunidade e se posiciona como agente de cuidado e responsabilidade social. 

Cada pequena atitude faz diferença. Seja na escolha do mix, na forma de expor o produto ou na comunicação com o cliente, o varejo tem um papel fundamental na luta contra o mosquito. 

Que tal começar pela sua loja?

Até a próxima!

  • Conteúdo desenvolvido pela Universidade Martins do Varejo – UMV.

Posts Relacionados
Segmentos
Newsletter

Se inscreva para receber todas as novidades!

Rolar para cima