Com o aumento dos gastos com energia e água, que chegam a abocanhar até 3% do faturamento, o setor de supermercados saiu em busca de alternativas. Medidas simples, como a substituição de lâmpadas, por exemplo, podem fazer com que a economia chegue à casa dos milhões em apenas um ano.

A coleta de água da chuva, que pode ser usada para a limpeza dos banheiros de clientes e funcionários, para a lavagem da loja e até mesmo para regar plantas que ficam nas áreas externas também se faz efetiva na proposta de custos menores, mas como a questão da higiene dentro de um supermercado vem em primeiro lugar, a economia tem de ser ponderada. “Na água é difícil obter muita economia, pois a limpeza é um item levado realmente a sério em nossas lojas. A energia elétrica, uma de nossas maiores despesas é quem escolhemos atacar”, como afirmou ao DCI o presidente da rede mineira de Supermercados Independentes Giroforte, Bruno Dixini Carvalho.

A associação é composta por 15 empresas. Juntas, elas têm 19 lojas em operação no sul de Minas Gerais e investiram na compra de geradores. Assim, além de ajudar na economia da energia, elas se protegeram de um possível ‘apagão’ – fantasma este que há anos afeta o setor nos últimos anos no País. “De dois anos pra cá temos nos preparado para trabalhar com geradores, equipamento que mais da metade de nossos associados já possui. Isso previne a questão de apagão, e se somado a um transformador só para o supermercado, há possibilidade de diminuição da conta de energia”, disse Carvalho. Com investimento de R$ 130 mil, as lojas podem, futuramente, ser autossuficientes na produção de energia elétrica com o uso de geradores.

Equipamento antigo

Após uma revisão minuciosa do motor das geladeiras e câmaras frias e a identificação que esses equipamentos eram os “vilões dos gastos”, a substituição dos mesmos deverá ajudar a Giroforte a economizar ainda mais. “A modernização de uma loja custa em torno de R$ 150 mil [pode variar de acordo com o tamanho de cada uma]. Mas se o governo não colaborar a economia, não será tão representativa”, argumentou Carvalho, ao reclamar do último aumento da tarifa energética, que no comércio chegou a ser de 40%.

Só com a substituição das lâmpadas convencionais pelas de LED, que têm duração de até 10 anos, a rede supermercadista espera gerar uma economia de 10% de quilowatts/hora. Mas todas as iniciativas não serão revertidas ao consumidor. “Não está havendo benefício aos nossos clientes, pois o quilowatt tem subido sistematicamente. Até mais do que temos conseguido abaixar o consumo. Infelizmente teremos de repassar esse gasto aumentado os preços dos produtos ao consumidor, aos poucos”, concluiu Carvalho, em entrevista ao DCI.

Acessibilidade

Os custos para a implementação de projetos ainda assusta os supermercadistas. Em especial os de menor porte. Mas segundo o diretor da Luminae, André Ferreira, o retorno do investimento é rápido. “O empresário vê o retorno no montante investido em no máximo um ano e meio”, disse. Há seis anos no mercado, a Luminae atende principalmente supermercadistas e neste período garante ter ajudado muitas redes a economizarem 400 milhões de quilowatts hora. “Isso representa economia de R$ 200 milhões no período”.

Com soluções customizadas, que vão desde a criação de luminárias com maior potencial refletor até a substituição de lâmpadas comuns pelas de LED, Ferreira afirmou que os projetos variam de R$ 10 mil a R$ 300 mil – isso quando se fala de um hipermercado. “Antes de passar o valor do projeto nós vamos ao ponto de venda e fazemos a análise do local. Identificamos onde necessita mais iluminação e onde ela pode ser reduzida”.

Outro ponto destacado por Ferreira foi a logística reversa das lâmpadas e luminárias que a empresa fornece. “Retiramos os produtos e repassamos para uma empresa parceira de reciclagem”, concluiu ele.

Fonte: DCI

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