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Dois homens de máscara e luvas sentados em um banco de madeira. Eles estão distantes um do outro. Ao fundo parede azul.

Como se preparar para o Varejo sem toque (Touchless Retail)?

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O que você mais deve estar vendo agora na internet, em relação à pandemia do coronavírus, é a palavra “o novo normal”. Quando o vírus for embora, como o cenário de consumo vai mudar? Uma das possíveis respostas para essa pergunta é um conceito novo chamado varejo sem toque ou touchless retail. Mas, o que é isso?

 

Ainda que seja difícil saber qual vai ser o comportamento do varejo brasileiro, várias pesquisas apontam que essa nova proposta vai ser o principal método de compras nesse novo mundo pós-pandemia. Hoje, a gente quer falar um pouco sobre isso, e vou te mostrar como navegar nessas águas.

Será que dá certo? Será que o brasileiro vai mudar seus hábitos de consumo? Será que o varejo físico vai virar varejo sem toque? Que tal a gente procurar essa resposta juntos? Vem comigo!

Dois homens de máscara e luvas sentados em um banco de madeira. Eles estão distantes um do outro. Ao fundo parede azul.

O que é o varejo sem toque?

Antes da nossa conversa começar, a gente precisa primeiro entender o que é o varejo sem toque, não é?

Em poucas palavras, é um modelo de varejo que busca diminuir o contato no PDV físico e priorizar compras feitas online ou em plataformas de delivery. Hoje, com a pandemia do novo coronavírus, essa migração já começou em grandes capitais, como no Rio de Janeiro.

Dentro desse grande ramo que é o varejo sem toque, a gente tem algumas características principais:

  • Compras online em supermercados + delivery;
  • Totens de autoatendimento em supermercados e restaurantes;
  • Pesquisa de produtos feita completamente online;
  • E-commerces se sobressaem às lojas físicas;
  • Atendimento feito completamente online;

Além de outras mais avançadas. Na China, por exemplo, já existem modelos onde o cliente faz a compra do mês pela internet, faz o pagamento também online e as compras são entregues em uma câmara no bairro ou no próprio prédio. Assim, não existe contato nem com o entregador.

E como é no Brasil?

Com a pandemia da COVID-19, nós, brasileiros, estamos começando no caminho do varejo sem toque, sendo que alguns desses pontos que eu mencionei ali em cima já estão sendo aplicados.

Já não é coisa de outro mundo fazer compras de supermercado online, muito menos comprar produtos de outros segmentos – roupas, calçados, produtos para a casa, presentes, etc. Isso já é uma realidade, inclusive alguns especialistas afirmam que isso vai ficar ainda mais real no “novo normal” pós-pandemia.

Uma pessoa segurando smartphone com as duas mãos. Em segundo plano há vários papéis.

Aqui no Brasil, eu acredito, que o varejo sem toque vai solidificar esse hábito do online de vez. Supermercados e mercearias precisam preparar seus deliverys e seus sites, pois os grandes já estão preparados. Varejistas de outros segmentos também, especialmente negócios locais.

O Carrefour, por exemplo, vende produtos de manutenção para casa e faz delivery – isso pode gerar concorrência com o varejista de ferramentas do bairro. Mas essa conversa ainda vai longe. Vamos por partes…

Como entrar no novo normal do varejo sem toque?

Já é um fato: o varejo brasileiro vai entrar no novo normal do touchless retail quando a pandemia passar, e você precisa estar preparado pra isso.

É claro que as mudanças vão ser graduais. Não significa que você vai perder todos os seus clientes se não vender online. A grande sacada é que você vai ganhar mais se vender, entende?

Vem ver a lista que eu preparei pra você. Aplique agora essas recomendações, enquanto ainda estamos de quarentena, assim você pode sair na frente quando tudo isso acabar.

Tenha um ponto de vendas online

Muita gente na internet te fala pra fazer um site. Tudo bem, ter um site é ótimo, mas também não é barato. Um supermercado de bairro acaba entrando nessa conversa, paga R$ 20 mil em um site e vai ver um aumento bem gradual nas vendas.

A realidade é essa. O retorno para o varejo sem toque não costuma ser imediato.

Então, se você quiser investir em um site, ótimo. Investe mesmo. Mas se você quer uma presença online e precisa de retorno urgente, é melhor estabelecer um serviço delivery com apoio de plataformas como o Rappi, Ifood, UberEats, etc.

Isso para supermercados. Para varejistas em geral, um site é o ideal mesmo. Mas mesmo assim, se você não tiver com dinheiro agora pra investir, dá pra usar o Google Shopping para te listar no buscador e oferecer um telefone. Se você não estiver entendendo nada, calma, eu vou te contar uma história e explicar o que é esse tal de Google Shopping logo aqui embaixo.

Entendendo o Google Shopping

Olha o que aconteceu comigo esses dias. Antes do fechamento total do comércio aqui na cidade, eu precisava de um produto e pesquisei no Google por uma loja. Apareceu no canto da tela um lugar que estava próximo de mim com um telefone Whatsapp.

Entrei em contato pelo número e disse o que eu precisava. A atendente procurou o produto, tirou foto de todos os parecidos, me mandou os valores e pronto.

Quando eu me decidi, paguei online por transferência e o produto chegou via delivery meia hora depois. Vamos combinar? Qualquer loja consegue fazer esse tipo de trabalho. É só se cadastrar no Google Shopping.

Captura de tela do Martins no Google Shopping. Informações disponíveis são: endereço, horário de funcionamento e telefone.

O que mais dá pra aplicar do varejo sem toque?

Anuncie. Anuncie pra todo lado, avise os clientes que você já tem, poste nas mídias sociais, chame a atenção para esses novos canais. É o que dá pra fazer agora.

Por enquanto ,você não precisa de mais. De verdade. Não vou te dizer pra você instalar totens de autoatendimento hoje porque, sinceramente, o investimento é alto e você deve estar preocupado com outras coisas.

O varejo sem toque é um conceito amplo, tanto de sociedade quanto de varejo em si. É uma mudança gradual que vai se apresentar pra gente conforme esse “novo normal” pós-pandemia for se instalando nas nossas vidas.

Por agora não invista mais do que você consegue. Crie seu delivery, trabalhe o básico no Google Shopping e conte para seus clientes. Invista com cuidado e se mantenha seguro, sem extravagâncias como os textos da internet vêm sugerindo, certo? A saúde do seu negócio vem em primeiro lugar, sempre.

Quer saber mais sobre como lidar com a COVID-19 e o que fazer quando esse período terminar? Eu te conto: veja minha série especial sobre o tema, tem muito texto te esperando por lá.

Te vejo na próxima, beleza? Até!