Guia prático de como identificar nota falsa

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Guia prático de como identificar nota falsa

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Se tem uma coisa que tira o sono de qualquer lojista é dinheiro falso entrando no caixa. Já aconteceu com você? Se sim, deve ter sido uma dor de cabeça daquelas, não é mesmo?  Por isso, aprender como identificar nota falsa precisa ser rotina no negócio e tarefa de todos os operadores de caixa.

A gente trabalha duro para manter o negócio de pé, organiza estoque, treina equipe, cuida do atendimento e, de repente, percebe que acabou aceitando uma nota falsa. Dinheiro que entra, mas não vale nada… Aí o prejuízo é no ato!

Para evitar esse tipo de situação, hoje queremos compartilhar com você como identificar nota falsa. Não apenas para que você evite prejuízos, mas também para saber como agir com o cliente de maneira educada e profissional, sem gerar constrangimentos. Vem com a gente!

A realidade do dinheiro falso no varejo

Antes de mergulhar nas dicas práticas, vale a gente entender um pouco melhor esse cenário. De acordo com o Banco Central, o número de notas falsas em circulação tem diminuído nos últimos anos, especialmente por conta do crescimento do PIX e dos pagamentos digitais. Mas isso não significa que o problema desapareceu. 

Só no ano passado, foram identificadas 231.206 notas falsificadas no Brasil. Os dados do Bacen ainda revelam que as cédulas com maior falsificação são as de R$ 100 e R$ 200. 

Até março deste ano, quase 30 mil notas falsas já tinham sido retidas pela entidade monetária. Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideram as falsificações.  

E sabe o que mais dói? Se você aceita uma nota falsa, o prejuízo é seu. O Banco Central não reembolsa. Então, vamos agora aprender como identificar nota falsa para evitar a dor de cabeça futura. E é mais fácil do que parece. Veja a seguir um guia prático que preparamos. 

Toque, veja e incline: três passos básicos 

Toda nota verdadeira tem elementos de segurança que podem ser verificados em poucos segundos. Anote aí, o segredo está no trio: tocar, ver contra a luz e inclinar. Os principais pontos de atenção são: 

1. Marca d’água

Esse é o primeiro teste clássico. Coloque a nota contra a luz: você deve enxergar, em uma área clara da cédula, a imagem do animal que representa aquele valor, além do número da nota. Isso não é impresso, faz parte do próprio papel moeda original. 

Por exemplo: 

  • R$2: tartaruga-marinha 
  • R$5: garça 
  • R$10: arara-vermelha 
  • R$20: mico-leão-dourado 
  • R$50: onça-pintada 
  • R$100: garoupa 
  • R$200: lobo-guará 

2. Alto-relevo

Passe os dedos sobre as áreas da nota, principalmente onde está escrito “República Federativa do Brasil”, na efígie – aquele rostinho clássico que tem nas notas -, e nas laterais. 

Você deve sentir um leve relevo na nota. Esse detalhe é produzido com tinta especial e não costuma ser bem replicado nas falsificações. 

3. Fio de segurança 

Ainda com a nota contra a luz, procure um fio escuro atravessando a cédula, próximo ao centro. Dentro dele, dá para ver o valor da nota e a palavra “REAIS”. Esse fio está presente nas notas de R$10, R$20, R$50 e R$100. 

4. Faixa holográfica

Essa faixa metálica no lado direito da nota muda conforme você movimenta a cédula. Ora aparece o número do valor, ora a palavra “REAIS”, e o animal também brilha em diferentes cores. As falsificações, em geral, não conseguem reproduzir bem esse efeito. A faixa está presente nas notas de R$50, R$100 e R$200. 

5. Elementos fluorescentes (com luz UV)

Se você quer saber como identificar nota falsa de forma ainda mais precisa, te orientamos a investir em uma lâmpada ultravioleta, aquelas usadas em casas lotéricas e bancos. É que quando a nota é exposta à luz UV, três situações asseguram a autenticidade dela: 

  • O número do valor da nota aparece em destaque na frente;
  • A numeração vermelha no verso brilha em amarelo;
  • Pequenos fios brilhantes aparecem em cor lilás em toda a nota.

Esses testes são bem úteis quando há dúvidas. Uma luz UV custa barato e pode ficar ao lado do caixa, sempre à mão. 

A rotina que te salva de prejuízos

Viu como identificar nota falsa não é tão difícil assim? E vale treinar junto aos funcionários da loja uma rotina bem simples. Sempre que entra uma nota de valor mais alto, como R$ 50, R$ 100 ou R$ 200, oriente a eles a: 

  • Colocar a nota contra a luz para ver a marca d’água e o fio de segurança; 
  • Passar os dedos para sentir o alto-relevo; 
  • Movimentar a nota para ver o efeito da faixa holográfica, quando houver. 

Se uma nota parecer suspeita, a dica é comparar com outra que você sabe que é verdadeira. A diferença, quando existe, salta aos olhos. Essa rotina precisa se tornar parte da cultura da loja.  

E se eu identificar uma nota falsa? 

Mesmo agora sabendo como identificar nota falsa, ainda é preciso uma cautela maior: como reagir quando isso acontecer diante do cliente.  

A gente sabe que todo mundo está sujeito a pegar uma nota falsa sem perceber. Da mesma forma que você se surpreende, o cliente muitas vezes também irá. Então, nesses casos, a primeira coisa a se fazer é manter a calma e o respeito.  

Quando identificamos uma possível nota falsa no caixa, orientamos a evitar anunciar em voz alta ou chamar atenção. Nesses casos, peça licença, discretamente, para analisar a nota. 

Depois, fale com tranquilidade que a cédula apresentou algumas características diferentes e se o cliente teria outra forma de pagamento. 

Não acuse, não confronte. Nunca diga que a nota é falsa com certeza. Use expressões como “suspeita”, “dúvida”, “não conseguimos confirmar”.

Você pode devolver a cédula se o cliente quiser, a menos que ele concorde em deixá-la para análise em banco. 

Por fim, oriente com educação informando que ele pode procurar o banco onde retirou a nota ou uma agência da Polícia Federal (PF), caso tenha recebido em algum caixa eletrônico. 

A ideia é proteger seu negócio, claro, mas também preservar a relação com o consumidor. Um atendimento respeitoso, mesmo diante de uma situação delicada, mostra profissionalismo e responsabilidade. 

O que fazer com a nota falsa

Se você ficar com a nota, o procedimento correto é levá-la a uma agência bancária. Lá, ela será enviada ao Banco Central para análise e, se confirmada como falsa, será destruída. 

E aqui vai um alerta importante: nunca repasse a nota falsa adiante. Isso é crime, mesmo que você não tenha sido o autor da falsificação. Conforme a legislação brasileira, uma nota falsa em circulação pode pegar até 12 anos de prisão.

Por isso, o melhor a fazer é registrar o caso, entregar a nota e aprender com a experiência. Ter uma política interna para esse tipo de situação ajuda muito tanto para a equipe saber como agir quanto para evitar prejuízos futuros. 

Até a próxima!

  • Conteúdo desenvolvido pela Universidade Martins do Varejo – UMV.
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