Se tem uma data que exige mais do que execução no varejo, é o Dia das Mães. E quando olhamos para o cenário do Dia das Mães varejo 2026, fica claro que não basta ter produto, preço ou promoção. É preciso entender o comportamento.
Os números mostram um cenário promissor. Conforme o levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), com dados coletados pelo Instituto Datafolha, a expectativa é que a data movimente mais de R$ 16 bilhões no Brasil, um crescimento de quase 10% em relação ao ano passado.
Ao mesmo tempo, o e-commerce segue em ritmo acelerado, com crescimento estimado em 26%, de acordo com estudos de mercado e dados consolidados do setor digital. Mas existe um ponto-chave aqui, que muda completamente a leitura estratégica. Sabe qual?
O cliente não deixou de comprar na loja física. Ele apenas passou a comparar mais antes de decidir e isso não é uma ameaça. É para aproveitar o Dia das Mães varejo 2026. Vem com a gente?!
Panorama do Dia das Mães varejo 2026
O levantamento também traz recortes importantes que ajudam o varejista a tomar decisões mais assertivas para o Dia das Mães varejo 2026.
De acordo com o estudo, o ticket médio gasto com o presente neste ano deve ser em torno de R$ 249, com crescimento de 8,7% em relação ao ano anterior.
Além disso, 73% das compras serão feitas em lojas físicas, reforçando o protagonismo do ponto de venda para a data.
E os cartões de crédito continuam sendo o principal meio de pagamento (50%), com destaque para o crédito (28%) e o débito (22%). O parcelamento deve ser uma opção em 67% das compras no crédito.
Mas outros 37% dos consumidores pretendem pagar via Pix, mostrando a força dos meios digitais no momento da transação. Além desses pontos, a pesquisa traz um olhar interessante sobre o comportamento por perfil de consumo. Confira:
- Consumidores entre 25 e 34 anos têm o maior ticket médio (R$ 279)
- Classes A/B lideram os gastos, com média de R$ 295
- A região Sudeste concentra o maior volume financeiro, movimentando cerca de R$ 6,7 bilhões
Os dados mostram, na prática, que o consumidor está disposto a comprar, com acesso a diferentes meios de pagamento e aberto a investir mais. Mas, claro, desde que ele perceba valor na oferta.
Para o varejista, isso se traduz em uma oportunidade clara que é trabalhar melhor a composição dos produtos, facilitar o parcelamento e apresentar opções que justifiquem um ticket mais elevado.
Porque no fim, o dado mais importante não é quanto o consumidor pode gastar para o Dia das Mães varejo 2026. É quanto ele está disposto a pagar quando enxerga valor ao produto agregado.
O consumidor já decidiu comprar
Um dos aspectos mais relevantes do Dia das Mães varejo 2026 é o nível de intenção de compra. De acordo com um estudo complementar da Globo Ads, em parceria com a PiniOn, a intenção de compras para a data pode chegar a 75% neste ano.
E o principal insight é claro: o consumidor está aberto e até esperando ser impactado pelo Dia das Mães varejo 2026. Isso porque 64% disseram que prestam muita atenção nas campanhas da data, mostrando alto nível de engajamento. E olhe o que mais eles sinalizaram:
- 7 em cada 10 consumidores são influenciados por publicidade na hora de decidir
- 43% admitem gastar mais do que podem para agradar a mãe
- 48% pretendem investir entre R$ 51 e R$ 200, indicando forte concentração em faixas intermediárias
A sondagem também traz um ponto que merece atenção especial quanto ao comportamento emocional e de preparação para a data. Antes mesmo do Dia das Mães, muitas consumidoras já entram em um ritual de autocuidado, o que abre novas oportunidades de venda:
- 66% investem em cuidados com o cabelo
- 50% fazem as unhas
- 46% apostam em cuidados com o corpo
- 44% escolhem um perfume especial
- 35% investem em skincare e maquiagem
Isso quer dizer que os cuidados não estão apenas no presente, mas também na experiência e na preparação para a data.
Supermercados no topo das intenções de compra
Outro ponto importante está no comportamento de compra para a celebração. A pesquisa indica que o supermercado (51%) segue como destino principal para a compra de itens que compõem o momento, com gastos concentrados entre R$ 100 e R$ 300, reforçando, mais uma vez, o papel do varejo físico na construção da experiência.
E mais do que isso: o consumidor já tem um orçamento mental definido. Os dados indicam um ticket médio que varia entre R$ 209 e R$ 314, considerando diferentes faixas etárias, regiões e classes socioeconômicas.
Na prática, o cliente quer resolver a compra de forma rápida, sem esforço e com segurança de que fez uma boa escolha. E é exatamente aí que o varejo pode atuar de forma estratégica.
O que mais vende no Dia das Mães
Quando analisamos as categorias mais procuradas, o comportamento do consumidor fica ainda mais evidente. Conforme a Globo Ads, os itens mais buscados para o Dia das Mães varejo 2026 são:
- Perfumes e cosméticos
- Roupas
- Chocolates e doces
- Calçados
- Flores
- Refeição especial fora de casa
- Acessórios
- Vale-presente
- Utensílios domésticos
- Eletroportáteis
- Smartphone
O ponto estratégico para o lojista está justamente na conexão entre essas categorias. Quando o varejista consegue integrar esses universos, seja por meio de kits, sugestões ou exposição, ele não apenas vende mais, como também facilita a decisão do cliente.
Como competir com o digital na prática
Com crescimento de vendas estimado em 26% durante o Dia das Mães varejo 2026, competir com o e-commerce não significa copiar o digital, mas explorar aquilo que a loja física tem de melhor.
A curadoria é uma das principais vantagens. Enquanto o ambiente online oferece excesso de opções, o ponto de venda pode organizar, sugerir e simplificar. Quando o cliente encontra soluções prontas como kits, sugestões por faixa de preço e combinações inteligentes, por exemplo, a decisão acontece com mais fluidez.
Outro diferencial está na experiência. A ambientação da loja, a comunicação visual e a forma como os produtos são apresentados influenciam diretamente o comportamento de compra.
Por isso, no Dia das Mães, isso se torna ainda mais relevante, porque o cliente não está apenas comprando, ele está buscando acertar emocionalmente.
5 ações práticas
Então, vamos reforçar 5 ações práticas para competir com o varejo online:
- Transforme produtos em soluções prontas: monte kits, combos e sugestões visuais para facilitar a escolha e reduzir o tempo de decisão do cliente
- Explore o imediatismo como vantagem: destaque que o cliente pode comprar e levar na hora, sem prazo de entrega ou espera
- Capriche na experiência dentro da loja: invista em ambientação, vitrines e organização para criar um ambiente que envolva e influencie a compra
- Organize por faixa de preço: facilite a navegação do cliente com opções claras dentro do orçamento (ex: até R$50, até R$100, etc.)
- Use o PDV como canal de comunicação: aposte em mensagens, sinalização e destaque de produtos para orientar e inspirar a decisão de compra
O que vende, no fim das contas, é a forma como o varejo transforma as oportunidades e intenções de compra em vendas. Organizar melhor, comunicar melhor e facilitar a escolha são atitudes que fazem diferença real no ponto de venda.
Então é isso. Boas vendas e até a próxima!
- Conteúdo desenvolvido pela Universidade Martins do Varejo – UMV.



