Confira as dicas de como calcular o turnover da loja

Tempo de Leitura: 5 minutos
Como calcular o turnover e o que o indicador revela sobre saúde da equipe

Sumário

Existe um movimento que, muitas vezes, passa despercebido na correria do dia a dia do varejo, que é a saída recorrente de profissionais. E é justamente aí que entra a importância de entender como calcular o turnover. 

No varejo, onde o ritmo é acelerado e o atendimento depende diretamente das pessoas, acompanhar esse indicador deixa de ser uma tarefa exclusiva do RH e passa a ser uma estratégia de gestão.  

Afinal, uma equipe que muda o tempo todo pode comprometer a experiência do cliente, aumentar custos e dificultar o crescimento do negócio. 

Costumamos dizer que a rotatividade faz parte da vida de qualquer empresa. Pessoas mudam de cidade, encontram novos desafios ou simplesmente encerram ciclos. O problema surge quando essas saídas acontecem em excesso.  

Então, saber como calcular o turnover ajuda justamente a identificar quando essa movimentação deixou de ser natural e passou a representar um risco para a empresa.

O que é turnover e por que ele merece atenção?

Antes de aprender como calcular o turnover, vale entender o significado desse indicador. Turnover é um termo em inglês utilizado para definir a rotatividade de colaboradores dentro de uma organização. Em outras palavras, ele mede quantos funcionários entram e saem da empresa durante um determinado período. 

Embora muitas pessoas associem o turnover apenas às demissões, o cálculo considera também as admissões, justamente para retratar o movimento da equipe como um todo. 

Ter algum nível de rotatividade é absolutamente normal. Empresas crescem, contratam, reorganizam equipes e passam por mudanças constantemente. O que merece atenção é quando esse índice se torna elevado e frequente. 

No varejo, por exemplo, um turnover alto pode significar lojas operando com equipes incompletas, vendedores ainda em treinamento e aumento das filas. Além disso, pode estar relacionado a queda na produtividade e clientes sendo atendidos por profissionais que ainda não conhecem completamente os processos da empresa. 

Além disso, existe um impacto financeiro que nem sempre aparece de forma imediata. Cada desligamento gera custos relacionados ao processo seletivo, exames admissionais, treinamentos, integração, adaptação e perda de produtividade até que o novo colaborador alcance o desempenho esperado.

Por isso, aprender como calcular o turnover é uma maneira de enxergar a saúde da gestão de pessoas e identificar oportunidades de melhoria antes que os prejuízos se tornem ainda maiores.

Como calcular o turnover de forma simples 

Agora vamos ao ponto principal: como calcular o turnover. Existem diferentes metodologias utilizadas pelas empresas, mas uma das fórmulas mais conhecidas é a seguinte: 

  • Turnover = (número de admissões + número de demissões) ÷ 2 ÷ número total de colaboradores) × 100 

Apesar de parecer complicada à primeira vista, ela é bastante simples quando aplicada na prática. Imagine uma loja que possui 100 colaboradores. Durante um determinado mês, ela contratou 8 pessoas e desligou outras 6. 

O cálculo fica assim: 

  • Admissões: 8  
  • Demissões: 6  
  • Soma: 14  
  • Média entre admissões e demissões: 7  
  • Total de colaboradores: 100  

Então: 

  • (7 ÷ 100) × 100 = 7% 

Isso significa que o turnover da empresa naquele período foi de 7%. Entender como calcular o turnover também significa acompanhar esse indicador de forma recorrente.

Em vez de analisá-lo apenas uma vez por ano, muitas empresas monitoram mensalmente ou trimestralmente para identificar tendências antes que elas se transformem em problemas maiores. 

Outro ponto importante é interpretar o resultado considerando a realidade do negócio. Datas sazonais, expansão de lojas ou períodos específicos de contratação podem alterar temporariamente esse percentual.

Quais são os principais tipos de turnover?

Aprender como calcular o turnover é apenas uma parte da análise. Também é importante entender por que as pessoas estão deixando a empresa. Nem toda rotatividade possui a mesma causa ou o mesmo impacto. 

1. Turnover voluntário

Ocorre quando a decisão de sair parte do próprio colaborador. Isso pode acontecer por diversos motivos: proposta de outra empresa, mudança de cidade, busca por melhores salários, falta de perspectivas de crescimento ou insatisfação com o ambiente de trabalho. 

Quando esse tipo de desligamento acontece com frequência, vale investigar quais fatores internos estão contribuindo para essas saídas. 

2. Turnover involuntário

Nesse caso, o desligamento é decidido pela empresa. Pode estar relacionado ao baixo desempenho, questões disciplinares, reestruturações ou redução do quadro de funcionários. 

Embora seja esperado em alguns momentos, índices elevados podem indicar falhas no recrutamento ou na seleção dos profissionais. 

3. Turnover funcional 

Nem toda saída representa uma perda. Quando colaboradores com baixo desempenho deixam a empresa e são substituídos por profissionais mais alinhados aos objetivos do negócio, fala-se em turnover funcional. 

Nesse cenário, a rotatividade pode contribuir para melhorar os resultados da organização. 

4. Turnover disfuncional 

Esse costuma ser o mais preocupante. Ele acontece quando profissionais talentosos, experientes e estratégicos pedem desligamento

Além do custo da substituição, existe a perda de conhecimento, relacionamento com clientes e experiência acumulada. 

5. Turnover interno 

Nem toda movimentação acontece para fora da empresa. Promoções, mudanças de setor e transferências entre unidades também fazem parte da dinâmica organizacional e ajudam no desenvolvimento dos colaboradores.

Quais fatores aumentam a rotatividade?

Depois de entender como calcular o turnover, surge uma pergunta inevitável: por que tantas empresas enfrentam índices elevados? Na maioria das vezes, não existe apenas uma resposta.  

O primeiro fator costuma estar relacionado ao processo de contratação. Quando o perfil da vaga não está bem definido ou o recrutamento acontece de forma apressada, aumentam as chances de contratar alguém que não se adapte à cultura da empresa. 

Outro aspecto importante é a liderança. Gestores preparados conseguem orientar, desenvolver e reconhecer suas equipes. Já lideranças despreparadas frequentemente contribuem para conflitos, desmotivação e pedidos de desligamento. 

A falta de oportunidades de crescimento também pesa bastante. Muitos profissionais permanecem em empresas onde enxergam possibilidades de evolução. Quando essa perspectiva desaparece, a tendência é buscar novos desafios no mercado. 

Também vale destacar fatores como salários incompatíveis, benefícios pouco atrativos, excesso de sobrecarga, comunicação ineficiente e clima organizacional desfavorável. 

No varejo, ainda existe um agravante: equipes reduzidas acabam acumulando funções, aumentando o estresse e favorecendo novos desligamentos, criando um ciclo difícil de interromper. 

Como reduzir o turnover na prática

Depois de aprender como calcular o turnover, chega o momento mais importante, que é transformar esse indicador em ações concretas. O primeiro passo é investir em processos seletivos mais estratégicos. 

Contratar rapidamente nem sempre significa contratar corretamente. Avaliar competências técnicas, perfil comportamental e alinhamento com a cultura da empresa reduz significativamente as chances de desligamentos precoces. 

Outro cuidado importante está na integração. Os primeiros dias fazem toda a diferença para a adaptação do colaborador. Um processo de onboarding bem estruturado ajuda o novo funcionário a compreender a cultura da empresa, conhecer suas responsabilidades e se sentir acolhido desde o início. 

Também acreditamos que desenvolver lideranças seja uma das estratégias mais eficientes para reduzir a rotatividade. Líderes que oferecem feedbacks constantes, escutam suas equipes e reconhecem bons resultados conseguem construir ambientes mais saudáveis e produtivos. 

Outro hábito que faz diferença é acompanhar indicadores regularmente. Quem aprende como calcular o turnover passa a enxergar tendências, comparar períodos e identificar setores que merecem atenção antes que o problema cresça. 

Além disso, pesquisas de clima organizacional ajudam a entender como os colaboradores percebem o ambiente de trabalho. Muitas vezes, pequenas mudanças na comunicação, na organização das escalas ou nos programas de reconhecimento já produzem resultados bastante positivos. 

Por fim, vale lembrar que a remuneração é importante, mas não é o único fator de permanência. 

Agora é com você! Lembre-se que benefícios, oportunidades de desenvolvimento, qualidade de vida, reconhecimento e propósito também influenciam diretamente na decisão de um profissional permanecer na empresa. 

Bons negócios e boas contratações! 

Até a próxima! 

  • Conteúdo desenvolvido pela Universidade Martins do Varejo – UMV.
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