Como usar de forma certeira a ponta de gôndola no Carnaval

Tempo de Leitura: 4 minutos
Como usar a ponta de gôndola no Carnaval para impulsionar as vendas

Sumário

Se tem algo que o Carnaval ensina ao varejo todos os anos é que quem se antecipa, vende mais. E quando falamos em antecipação, não estamos falando apenas de estoque, mas principalmente de estratégia de exposição. É aqui que a ponta de gôndola no Carnaval entra como uma das grandes protagonistas do período.

É ela que tem a capacidade de seduzir o cliente. No meio da correria do consumidor, entre uma lista mental e outra, é esse espaço que chama atenção, sugere combinações e, muitas vezes, define a compra por impulso. No Carnaval, isso se potencializa. 

Por isso, hoje queremos mostrar como usar a ponta de gôndola no Carnaval de forma estratégica, inteligente e altamente lucrativa, explorando mix, sazonalidade, dados de mercado e comportamento do consumidor.

Por que a ponta de gôndola no Carnaval vende? 

Antes de falar de produto, gostamos de falar de comportamento. Carnaval é sinônimo de consumo emocional. O cliente não entra na loja só para repor o básico, ele entra para se preparar para momentos de lazer, encontros, festas, viagens e improvisos. 

E é exatamente por isso que a ponta de gôndola no Carnaval funciona tão bem, porque ela conversa com decisões rápidas do shopper. 

Dados de mercado mostram que produtos posicionados em ponta de gôndola podem ter um aumento de vendas entre 20% e 40%, dependendo da categoria e do apelo visual. Em datas sazonais, como o Carnaval, esse impacto costuma ser ainda maior. 

A ponta de gôndola é vista por quem passa apressado, por quem não tinha intenção de comprar e até por quem já decidiu tudo, mas muda de ideia ao ser impactado. 

Ponta de gôndola no Carnaval não é só promoção! 

E muito se engana quem pensa que a ponta de gôndola no Carnaval serve só para promover promoções.  Claro que preço importa, mas nessa época o consumidor busca facilidade e solução

O espaço precisa funcionar como uma curadoria prática. É quase como dizer ao cliente: “Leva isso, porque vai te ajudar a aproveitar melhor o feriado.” 

E essa curadoria começa com uma pergunta simples: onde esse cliente vai consumir esse produto? Isso porque cada resposta pede um tipo de mix diferente. 

  • Em casa com amigos
  • Na rua
  • Em viagem
  • Em bloquinhos
  • Em descanso pós-folia

Mix certeiro

Aqui entra a parte prática e uma das nossas favoritas. Quando bem pensada, a ponta de gôndola no Carnaval vira um mini-mix completo. Então, vamos pensar nesse mix para cada canal varejista.

Supermercado e atacarejo

No supermercado, por exemplo, a ponta de gôndola no Carnaval precisa conversar com volume, conveniência e compra para compartilhar. O consumidor entra pensando em abastecer a casa, reunir amigos ou viajar, e a ponta funciona como um atalho para decisões rápidas

Aqui, a ponta de gôndola no Carnaval funciona muito bem quando reúne soluções completas: bebida + petisco + descartáveis. Quanto menos o cliente precisar circular, maior a chance de aumentar o ticket médio

Já no atacarejo, a lógica muda um pouco. A ponta de gôndola no Carnaval precisa reforçar economia, quantidade e oportunidade. O cliente já entra com mentalidade de preço e volume e a ponta precisa gritar vantagem. 

Ponta de gôndola no Carnaval farmácia 

Na farmácia, a ponta de gôndola no Carnaval tem um papel completamente diferente e extremamente estratégico. O foco não é festa, mas bem-estar, prevenção e cuidado durante a folia. Por isso, invista em: 

Pense que na farmácia a ponta de gôndola vira quase um serviço ao cliente e isso gera confiança e fidelização. 

O que muda e o que não muda  

O canal muda, o comportamento muda, mas algumas regras são universais, ou seja, a alta visibilidade, o mix coerente com o momento, a comunicação clara e a reposição garantida. 

Seja em supermercado, atacarejo ou farmácia, a ponta de gôndola no Carnaval continua sendo um dos espaços mais valiosos da loja, desde que respeite o perfil de quem compra ali. 

1. Comunicação visual para fazer a diferença 

Não adianta ter um bom mix se a ponta de gôndola no Carnaval não se destaca visualmente. Carnaval é cor, movimento e alegria, e a exposição precisa refletir isso. Algumas dicas simples para fazer a ponta de gôndola ser entendida em segundos, são: 

  • Use cores vibrantes 
  • Aposte em cartazes curtos e objetivos 
  • Destaque soluções, não apenas preços 
  • Frases como “Pronto pro bloquinho?” ou “Tudo pro seu Carnaval” funcionam muito bem 

2. Estímulo da compra por impulso 

Costumamos dizer que a ponta de gôndola conversa diretamente com o emocional. No Carnaval, esse emocional está à flor da pele. Produtos pequenos, práticos e de consumo imediato performam melhor, como é o caso de bebidas geladas e snacks individuais. 

E tem outro ponto importante: a ponta de gôndola no Carnaval não pode ser improviso. Ela precisa estar alinhada com o estoque, o perfil do seu público e as demandas dele na sazonalidade. 

Um erro muito comum dos varejistas é montar uma boa ponta de gôndola no Carnaval e não garantir reposição. Produto faltando gera frustração e quebra a estratégia. 

3. Treinamento de equipes 

Há um detalhe que costuma ser subestimado no varejo, mas que faz toda a diferença no resultado: treinamento de equipe. Não adianta montar uma boa estratégia de exposição se quem está no dia a dia da loja não entende o papel daquele espaço.  

Uma equipe bem informada não apenas repõe produtos. Ela conduz o cliente, sugere soluções e transforma dúvida em decisão de compra. 

Por isso, vale dedicar um tempo para orientar os colaboradores sobre o objetivo da ponta, quais produtos estão expostos e porque aquele mix foi pensado daquela forma.  

É estratégia, não é detalhe! 

Se tem algo que o Carnaval ensina ao varejo é que oportunidades não esperam. Elas passam rápido, assim como os bloquinhos. E nesse sentido, a ponta de gôndola no Carnaval não é um espaço qualquer. Ela é vitrine, convite, solução e impulso.  

Mais do que encher a ponta de produtos, o segredo está em entender o momento do consumidor e entregar exatamente o que ele precisa, mesmo que ele ainda não saiba disso. 

Boas vendas e até a próxima!

  • Conteúdo desenvolvido pela Universidade Martins do Varejo – UMV.
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