A edição 2015 da Black Friday deve movimentar cerca de R$ 2 bilhões no Brasil. A data, que acontece dia 27 de novembro, sexta-feira, pode gerar lucratividade bastante satisfatória para o comércio, visto o momento instável por qual passa a economia do país.

Com o movimento  intenso de transações na internet, aumentam também os índices de fraudes, que no mercado online brasileiro gira em torno de 1,5 de todas as negociações do ecommerce tupiniquim. Resumo: os golpes aplicados durante a Black Friday podem gerar prejuízos da ordem de R$  30 milhões aos lojistas.

A utilização de cartões de crédito roubados ou a utilização indevida dos dados dos mesmos geram o maior número de fraudes. O lojista que não consegue detectar essas artimanhas acabam arcando com os prejuízos, pois precisam pagar os custos do chargeback (cancelamento feito pelo cliente da compra indevida).

É possível evitar fraudes dessa natureza adotando cuidados relativamente simples. Por exemplo: atenção aos produtos de maior valor agregado. Os golpistas preferem itens mais caros para potencializar os ganhos com as fraudes. Portanto, redobre a atenção na checagem de dados nas vendas de tablets, smartphones e eletrônicos com valores mais altos.  Isso não significa que os fraudadores só compram produtos considerados mais caros. Eles fazem pequenas compras inicialmente para testar os dados dos cartões, a validade, e também os limites. Toda venda com cartão merece atenção.

O mapa de navegação do cliente no site diz muito sobre ele. Não é nenhum exagero suspeitar de quem entra no ambiente virtual e compra rapidamente um produtos com alto valor agregado sem pesquisar preços, conhecer características, tudo rapidamente. O normal seria o interessado observar vários modelos, preços, especificações, para não errar na compra. É menos suspeito. Analise tempo e mapa de navegação.

Para evitar fraudes é importante que toda a equipe esteja engajada. Atuando com sinergia, em consonância com os cuidados básicos de checagem, cruzamento de dados, histórico, comportamento de compra, é possível reduzir as fraudes. Sai mais barato investir na capacitação de colaboradores para evitar golpes do que arcar com prejuízos de uso indevido do cartão.

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