A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio da Resolução da Diretoria Colegiada n° 17 (Diário Oficial),  autorizou farmácias a atuarem como lojas de conveniência para a venda de cosméticos, perfumes, produtos de higiene, alimentos e plantas medicinais.

Em 2010 o STJ (Superior Tribunal de Justiça) já havia liberado a comercialização de alguns produtos alimentícios nesses estabelecimentos. No Norte e no Nordeste, antes mesmo da decisão do STJ, as farmácias já ofereciam uma ampla cesta de produtos ao consumidor, inclusive bolachas, salgadinhos e cereais.

Nos últimos anos, as empresas conseguiram liminares na Justiça para garantir a venda das mercadorias que a Anvisa proibia. Agora, de acordo com o órgão, as farmácias podem realizar seis outras atividades, além da venda de produtos de conveniência. São elas: a dispensação de medicamentos sujeitos a controle especial e também daqueles não são sujeitos a controle; manipulação de produtos magistrais (aqueles que se preparam na farmácia) e oficinais (que já são vendidos prontos). As drogarias também poderão prestar serviços farmacêuticos e manipular medicamentos estéreis.

Com essa decisão, as farmácias deixaram de ser obrigadas a seguir uma lista de produtos publicada pela Anvisa, que pretendia restringir as atividades dos estabelecimentos, com a proibição da venda de produtos como barra de cereais, refrigerantes, matinais, serviços de pagamento de contas ou recarga de telefones celulares.

Essa abertura, inclusive, interessa às empresas estrangeiras do setor, que têm estudado planos de investimentos no país e operam lojas que comercializam diferentes produtos em seus pontos pelo mundo. Uma delas é a americana CVS, que comprou a Onofre neste ano.

 

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